7 – Partilhando o Dom

Partilhando o Dom

Em um certo momento na prática de nossa meditação percebemos que nós realmente encontramos uma pérola de grande valor. A “Marta” em você para de reclamar sobre a “Maria”. Por mais ocupado que nós estejamos vemos que a meditação é um bom uso do tempo. Nós vemos que ser, vem antes de fazer e confere a todos os afazeres o espírito de amor. Ainda assim você pode se sentir incerto e cauteloso quanto a dar o próximo passo que é compartilhar esse dom com os outros. Afinal podemos dizer “Eu não sou um guru. Eu não sei muito sobre meditação e, acima de tudo, eu definitivamente não sou muito bom nisso. Então como é que eu posso ensinar a outros?”. Esses pensamentos são bons sinais de que provavelmente estamos prontos para compartilhar o dom. Esse será nosso próximo passo na jornada porque vai ajudar a aprofundar nossa prática. Mas como podemos dar esse passo?

A primeira coisa é se sentir confortável em dar testemunho daquilo que a prática tem trazido, por mais imperfeita que ela possa parecer.Por quê eu medito e quero continuar meditando?Ensinar a outros é basicamente ser capaz de explicar isso. Não quer dizer se tornar um chato dizendo a todo mundo com quem se encontra que eles deveriam meditar também. Mas as vezes nós encontramos alguém com quem dividimos um sentido espiritual mais profundo e, então, falar sobre o que a meditação significa para nós se torna nossa forma de partilhar a meditação. Algumas pessoas ficam nervosas sobre como fazer isso, mas pode ser libertador para nós, assim como de grande ajuda para a outra pessoa. Ou talvez alguém perceba que nós tenhamos mudado recentemente e nos questione sobre o porque de estarmos mais pacientes ou pacíficos sobre pressão ou, de um modo geral, mais fácil de se conviver. Diga à elas o porquê. Ou então estamos hospedados com os amigos e precisamos escapar por meia hora para meditar antes do jantar. Por que não dizer apenas “vou me afastar um instante para meditar e volto logo”. Tudo isso é uma questão de discrição, é claro. Mas a meditação cultiva  discrição e bom senso.

Iniciar um grupo é o próximo e mais generoso passo. Novamente nós podemos nos sentir exitantes. “Eu sou apenas um iniciante”, dizemos. John Main dizia que todos nós somos iniciantes, sempre. “Mas eu não sou um professor”, podemos dizer. Ok. Jesus é o mestre! Temos que nos preocupar apenas em ser um bom discípulo e não um guru. Ver a si mesmo como um aprendiz, um discípulo do Cristo que nos ensina meditando em nós, junto a nós e para nós, é a melhor qualificação de que você precisa ter para ir em frente. Jesus encoraja todos os seus discípulos a ensinar “em meu nome”, que significa em sua presença e com seu espírito. Para colocar isso em prática precisamos somente ter humildade o bastante para deixar de lado nosso medo autoconsciente. De qualquer forma não começamos um grupo inteiramente a partir de nossos próprios recursos. Temos uma comunidade e uma tradição para nos apoiar e nos ajudar.

 

Dom Laurence Freeman
Uma Pérola de Grande Valor

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