Um caminho estreito

“Para vermos Deus no mundo, em outros credos, em nossas cidades frias e nos subúrbios miseráveis, temos primeiro que encontrar a imagem de Deus em nós mesmos. Necessitamos deste sensível espírito de liberdade. A luz que nos ilumina banha toda a criação, mas só penetra em nós através de uma abertura estreita; (…) Ela é estreita porque resulta da concentração, da centralização de todo nosso ser, de todas as nossas energias e faculdades num único ponto.

Sartre escreveu que “a única coisa que conta é o compromisso”. É certamente a única coisa que confere autenticidade aos nossos esforços e que prova a nossa sinceridade. O caminho da plenitude da vida é exatamente esse caminho de total compromisso de nosso pessoa com o Outro, a concentração completa e harmoniosa da mente, do corpo e do espírito no centro do nosso ser. As crenças e os valores que levamos conosco para o silêncio desse compromisso são, como tantas vezes afirmou Thomas Merton, de limitada importância, porque constituem em larga escala os componentes familiares da linguagem e da imaginação. Mas todo homem sabe, no íntimo do seu coração, que o enigma de sua existência só se resolve ultrapassando tais componentes, focalizando o centro do seu ser, onde ele, de certa maneira, descobre sua fonte e o sentido da vida. (…) Somente depois de havermos concentrado tudo, entregue tudo, é que somos capazes de receber tudo”

A Palavra Que Leva Ao Silêncio,
John Main

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