O Secular e o Sagrado II – Duas formas de dependência

Uma nova sequência sobre o Secular e o Sagrado, retirada do livro de Thomas Merton, “A Experiência Interior”,  pode continuar a ser lida no link abaixo:

O  SECULAR E O SAGRADO II – Duas formas de dependência

No atual contexto dos conflitos entre o direito natural das populações indígenas e as abstratas ideologias que convergem na ideia de “progresso”, o contraste entre a atitude sagrada e a atitude secular pode se apresentar de forma bem aguda, sobretudo quando qualquer argumento de sacralidade das coisas naturais devem ser submetidos ao silêncio imposto pelo pragmatismo que acompanha a atitude secular. Nela, a própria sacralidade da vida ganha ares de abstração. Essa sequência de trechos dos escritos de Thomas Merton pode também tornar aguda nossa percepção desses conflitos com base nos tipos de atitudes que o sustentam, atitudes sagradas e atitudes seculares. Abaixo um pequeno trecho do texto que segue o link acima.

Na sociedade secular o homem “está sujeito a suas sempre crescentes necessidades, sua intranquilidade, insatisfação, ansiedade e seus temores, mas, acima de tudo, à culpa que o reprova por ser infiel à verdade que leva dentro de si. Para escapar a essa culpa, ele então mergulha ainda mais fundo na falsidade “

O Secular e o Sagrado – Thomas Merton

Uma sequência de trechos retirados do livro “A Experiência Interior”, de Thomas Merton, sobre o Secular e o Sagrado pode começar a ser lida na página:

O SECULAR E O SAGRADO I

No atual contexto do conflito entre os direitos da população indígena da etnia Guarani-Kaiowás e dos proprietários de terras do agronegócio, o contraste entre a atitude sagrada e a atitude secular pode se apresentar de forma bem aguda. Essa sequência de trechos dos escritos de Thomas Merton pode também tornar aguda nossa percepção desses conflitos com base nos tipos de atitudes que o sustentam, atitudes sagradas e atitudes seculares. Abaixo um pequeno trecho do texto que segue o link acima.

“Uma sociedade genuinamente secular, no entanto, é a que não pode se contentar com inocentes fuga de si mesma. Tende, cada vez mais, a necessitar e exigir, com insaciável dependência, satisfação em ações injustas, malignas e mesmo criminosas. Daí o crescimento de negócios economicamente inúteis, que existem para o lucro e não para a produção real, que criam necessidades artificiais às quais satisfazem prontamente com produtos sem valor e de rápido consumo. Daí também as guerras que surgem quando produtores competem por mercados ou por fontes de matéria-prima. Daí o niilismo, o desespero e a anarquia destrutiva que se seguem à guerra; e, por fim, a cega corrida para o totalitarismo como fuga do desespero. Nosso mundo já alcançou o ponto em que, para conseguir algum divertimento, está pronto a se explodir. A era atômica é o ponto mais alto já alcançado pelo secularismo. Isso nos indica, é claro, que a raiz do secularismo é a privação de Deus. “

Simbolismo: Quando o símbolo vira sinal

A perda da capacidade para o símbolo é, por exemplo, um sinal claro da perda de vitalidade espiritual e criativa do homem em relação ao invisível. Quando o símbolo vira sinal, a objetividade informativa à qual é reduzido permite a massificação de uma funcionalidade distorcida que, adaptando o símbolo a um pragmatismo absurdo, força sobre a verdade uma utilidade e sentido prático. Assim ele pode ser identificado por todos. Para que não haja “discriminação” no suposto “uso” místico do símbolo, numa sociedade que usa a indignação moral como forma de disfarçar seu ódio (cf. texto), o símbolo precisa ser transformado em algo tão elementar como uma placa de trânsito. Ao alcance de todos pela negação do que não pode ser por todos alcançado – imediatamente.

Fragmento abaixo extraídos do livro de Thomas Merton, AMOR E VIDA. Especificamente do capítulo “Simbolismo: Comunicação ou Comunhão”.

O carimbo de identificação é realmente uma diminuição ou perda de identidade, uma submersão da identidade na classe generalizada. Os pseudo-símbolos do movimento de massa tornam-se sinais de pseudo-mística na qual o homem massificado perde o seu eu individual no vazio, realmente demoníaco, do pseudo-eu geral da sociedade de massa.”

Continua no post adicionado na seção do autor: SIMBOLISMO: QUANDO O SÍMBOLO VIRA SINAL

THOMAS MERTONAmor e Vida


Simbolismo: que deus está morto?

Primeiro de uma série de textos extraídos do livro de Thomas Merton, AMOR E VIDA. Especificamente do capítulo “Simbolismo: Comunicação ou Comunhão”.

Um verdadeiro símbolo nos leva para o centro do círculo e não para outro ponto da circunferência. Aponta para o próprio âmago de todo ser, não para um incidente no fluxo do vir a ser (…) A declaração de Nietzsche de que “Deus está morto” é agora assumida, não sem seriedade, pelos profetas das tendências mais progressistas da religião ocidental, que agora parece, em alguns lugares, ansiosa por provar sua sinceridade aos olhos de uma sociedade ímpia por uma ato de autodestruição espiritual (…) o verdadeiro significado da declaração “Deus está morto” é realmente “O Homem está morto”.

Continua no post adicionado na seção do autor: SIMBOLISMO: QUE DEUS ESTÁ MORTO?

Obs: o título do post não pertence ao livro e apenas capitula o fragmento extraído.