Reflexão da 1° Semana do Advento – Vigiai, Permanecei Despertos.

Durante o Advento, D. Laurence envia suas breves mensagens semanais de incentivo e reflexão através do site oficial da comunidade e dentro do possível estarão aqui traduções dessas reflexões. A primeira reflexão nos exorta a perseverar na meditação para nos mantermos desperto para a realidade.

Reflexão da 1° Semana do Advento – Vigiai, Permanecei Despertos.

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Quietude, Silêncio e Simplicidade, Elementos Essenciais da Contemplação

Novo podcast adicionado em The Essential Of Christian Meditation – 08 Stillness, Silence and Simplicity

“(…) Essa é a sabedoria da tradição contemplativa, mover-se da mente para o coração, dos pensamentos para o silêncio. Silêncio é a ausência de pensamentos … Mestre Eckhart diz que não há nada tão parecido com Deus que o silêncio. E a razão para isso é que silêncio não é apenas ausência de ruídos. Quando meditamos procuramos um tempo e um lugar quieto, externamente silencioso, mas isso não é realmente o que esse silêncio significa. Silêncio é atenção. Quando prestamos atenção a algo, realmente prestando atenção, estamos sendo silentes. Então se nada é tão parecido com Deus como o silêncio é por nada ser tão de Deus como pura atenção, puro amor. Quando tiramos a atenção de sobre nós mesmos, amamos aquele a quem damos essa atenção. Por isso na tradição mística do cristianismo, o trabalho da contemplação é o trabalho do amor, porque é o trabalho do silêncio, porque o trabalho do silêncio é o trabalho da atenção (…)” – Laurence Freeman (OSB)

Amor é a descoberta da realidade

Laurence Freeman OSB, “Letter Nine,”
COMMON GROUND (New York: Continuum, 1999), pp. 104-105.
Tradução da publicação no site da comunidade
WCCM.ORG,
http://www.wccm.org/node/292
correspondente à leitura semanal (06/04/2011)

“O grande risco que assumimos na meditação é, antes de tudo, sermos nós mesmos. Este é o primeiro passo. Se não dessemos o próximo passo, nós nunca sairíamos de onde estamos e estaríamos como que pulando em uma só perna durante toda nossa vida. O próximo passo é assumir o risco de deixar que os outros sejam eles mesmos. Perceber sua realidade como sendo distinta da nossa é o caminho para realizarmos isso. Vê-los como “real” é o mesmo que amá-los. Iris Murdoch, uma vez escreveu que o amor “é a percepção do individual”. Ela continuou, “o Amor é a difícil realização de que algo diferente de nós mesmos seja real”. Amor é a descoberta da realidade. O que nos atordo-a na realização de nosso destino suprassensível é particularmente inefável … “

LER TODO TEXTO: Deixar que o outro seja o que é

Estabilidade na Realidade

“Qual é a diferença entre realidade e não realidade? Eu penso que uma forma de entender isso é ver a não realidade como o produto do desejo. (…) O desejo requer constante movimento, constante esforço. A realidade requer quietude e silêncio.”

Um novo trecho do livro O CAMINHO DO NÃO CONHECIMENTOJohn Main, foi adicionado em Estabilidade na Realidade


The Ego On Our Spiritual Journey I

Esses podcasts fornece um insight sobre o problema do ego e o papel do ascetismo na caminhada espiritual. Há uma gravidade natural da alma humana que a leva em direção a Deus. Esta é a vontade humana primária. A maneira de recuperar esse desejo primário é o ascetismo, e a palavra única na meditação é uma forma de ascese que nos leva direto à raiz do ego.

São 6 faixas que aos poucos serão adicionadas no Canal do YouTube (Caelum In Terram) para posterior legendagem.

The Ego On Our Spiritual Journey 1 – 01 The Ego
The Ego On Our Spiritual Journey 1 – 02 The True Self
The Ego On Our Spiritual Journey 1 – 03 Egoless Prayer, Pure Prayer
The Ego On Our Spiritual Journey 1 – 04 Our True Self, a Child of God
The Ego On Our Spiritual Journey 1 – 05 Christ in Contemplative Experience
The Ego On Our Spiritual Journey 1 – 06 The Prayer of Faith

Legendas em Português para o video THE WAY OF MEDITATION I

Para os primeiro monges cristãos, os Padres do Deserto, a agitação da mente, que gera uma incapacidade de estar continuamente atento a Deus, especulando sobre o futuro e avalizando o passado, distante do presente, é o verdadeiro significado do pecado original. E a meditação, presente em todas as grandes tradições religiosas, é a prática espiritual através da qual caminhamos, não em direção à Deus, como se Ele fosse um objeto, um prêmio, mas sim com Deus, aceitando sua invisível presença em tudo. Não tentado descobrir para onde vamos,  como se pudéssemos dar-Lhe alguma sugestão inteligente de otimização, mas aceitando que estamos na origem e ao mesmo tempo no destino, a cada instante, esperando espiritualmente, eternamente, confiantes de que Ele Sabe e isso é o bastante, pois temos uma existência sobre a qual atuar e não podemos ficar esperando concretamente por nossa satisfação psicológica do tanto da presença de Deus que conseguimos experimentar, como se Ele mesmo não soubesse da parte que nos cabe.

A forma de estar aberto a receber essa parte, que é sempre tudo o que podemos receber é, sem murmurações, medições, sem verificações de mérito, sucesso ou fracasso, dar de nós tudo que podemos dar. Meditar é dar tudo, abrir mão até mesmo dos pensamentos e das imagens da mente, e então confiar. Não em que iremos receber algo que imaginamos com nossas idéias agitadas e formatadas, mas confiar que Ele Sabe e amar Sua sabedoria.

O video THE WAY OF MEDITATION I, onde Laurence Freeman fala sobre o caminho da meditação, recebeu legendas em português: Assista aqui