Atenção, concentração e espera

“A meta mais importante da meditação cristã consiste em consentir que a presença misteriosa e silenciosa de Deus em nós se torne, cada vez mais, não somente uma realidade, porém arealidade em nossas vidas; em deixar que ela se transforme a realidade que dá sentido, forma e objetivo a tudo o que fazemos, a tudo o que somos.”

Novo trecho do livro “A Palavra Que Leva Ao Silêncio” foi adicionado:
ATENÇÃO, CONCENTRAÇÃO E ESPERA.

 

Decisão pela paz

Thomas Merton diz que “o desejo é a coisa mais importante para a contemplação” (A experiência interior) e Santo Agostinho demonstra essa importância, juntamente com a decisão, ao escrever sobre sua luta espiritual no Jardim de Milão ( Confissões VII, 8).

Em um novo trecho adicionado ao blog, do livro A PALAVRA QUE LEVA AO SILÊNCIO, John Main fala sobre a importância de uma decisão pessoal pela paz.

“… a fonte de nossa calma recém-encontrada em nossa vida diária consiste exatamente na vida de Deus dentro de nós. O grau de paz que possuímos é diretamente proporcional à percepção desse fato vital …”, continue a leitura no link: TEMOS QUE DECIDIR PELA PAZ

Você pode baixar o livro de Santo Agostinho aqui: Confissões

Presença

Quando por um instante o corpo e a mente repousam atentos em nada querer, tudo observar com distância, observa também que tão logo queira algo, o momento se perde. Não pelo querer em si, mas pelas forças que o ego projeta sobre esse querer buscando não apenas realizá-lo com liberdade desinteressada, mas com as ilusões de sucesso e fracasso pessoais, com a ambição de conseguir e assim afirmar tal poder, como se qualquer êxito fosse mérito humano. Quanto mais articulado for esse ego, menos se percebe a verdade de que nem a própria vida nos pertence. Talvez se perceba nocionalmente, mas não existencialmente, não se experimenta como verdade mas como condescendência do ego. Continuar lendo

Contemplação segundo o Deserto: o mais importante não é ter paz e felicidade, mas consciência e vida.

O elemento mais importante da contemplação não é o gozo, nem o prazer, nem a felicidade ou a paz, mas sim a experiência transcendente da realidade e da verdade no ato de um amor espiritual supremo e livre. O mais importante na contemplação não é a gratificação e o repouso, mas a consciência, a vida, a criatividade e a liberdade… ” – Leia texto completo

A Experiência InteriorTHOMAS MERTON

União

“Se queremos ter uma vida espiritual temos que unificar nossa vida. Para unificar nossa vida unifiquemos nossos desejos. Para espiritualizar nossa vida, espiritualizemos nossos desejos. Para espiritualizar nossos desejos, desejemos não ter desejos.

Viver no espírito é viver para Deus, em quem cremos sem poder vê-lo. Desejar isso é, portanto, renunciar ao desejo de tudo que pode ser visto. Possuir aquele que não pode ser compreendido é renunciar a tudo que pode ser compreendido. Para repousar naquele que está para além de todo repouso criado, renunciamos ao desejo de repousar nas coisas criadas.”

Thomas Merton, NA LIBERDADE DA SOLIDÃO 

“Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas aquele que tiver sacrificado a sua vida por minha causa, recobrá-la-á.”
Mt 16,25 

Uma experiência de realidade

Os monges e aqueles que comungam de sua espiritualidade, seja alguém vinculado à comunidade ou que procura aplicar sua regra da melhor forma em sua vida, em qualquer tradição religiosa, intuíram e experimentam o grande valor do silêncio como uma das exigências fundamentais para chegarmos a uma experiência verdadeira da própria realidade e da realidade como um todo, em Deus. Para exercitar-se no silêncio, e leva-lo consigo, a tradição monástica orienta a permanencia na cela. O conceito de cela pode ter amplo significado. O importante é que haja um espaço para recolhimento na solidão e no silêncio. O monge Anselm Grum (O.S.B) explica:

“Hoje em dia, passou a ser algo por demais normal a incapacidade de suportar-se e assim saltar de um lugar para outro. As pessoas se dispersam com uma facilidade tremenda. No entanto, o que acontece com nossa alma? Nada mais pode amadurecer. Não acontece mais nenhuma verdade, uma vez que o amadurecimento requer serenidade.

Os monges não falam sobre Deus. Eles procuram afastar todas as possibilidades de dispersão, a fim de poderem direcionar o espírito completamente para Deus. Continuar lendo

Silêncio Criativo III

“O silêncio é portanto importante, mesmo na vida da fé e em nosso encontro mais profundo com Deus. Não podemos estar sempre falando, rezando com palavras, engabelando, argumentando ou mantendo uma espécie de música de fundo devota. Muito do nosso diálogo interior bem intencionado é, de fato, uma cortina de fumaça e uma evasão. Boa parte dele é simplesmente auto-afirmação e , no fim, pouco melhor do que uma forma de justificação de si. Em vez de realmente encontrar Deus no despojamento da fé, no qual nosso ser mais íntimo se apresenta nu diante dele, encenamos um ritual interior cuja unica função é acalmar a ansiedade.”

Continua na nova página adicionada para o livro AMOR E VIDA de Thomas Merton: Silêncio Criativo III