Regra de São Bento

O monge verdadeiramente busca à Deus?

“O Monasticismo é uma das instituições humanas mais antigas.Testemunha para a sede inestingüível da alma humana para despertar para a sua origem. Os primeiros monges Cristãos apareceram no início da história da Igreja como uma tentativa de recuperar a experiência de fé original. Eles começaram como heremitas no Oriente Próximo, florescendo nodeserto Egípcio no quarto século depois de Cristo e então se espalharam pela Europa. A Tradição do Deserto foi trazida para o Ocidente por João Cassiano, que influenciou enormemente ambas as formas de monasticismo: Celta e Beneditina. O monasticismo dos primeiros Cristãos tinha um enorme caráter leigo e se desenvolveu em contraste com o estado clérico. Os monges eram espíritos livres buscando a Deus através de Cristo, sozinhos ou em comunidades. Mas no sexto século,São Bento, que não era um padre, herdou um conjunto diverso de formas monásticas Cristãs. Em sua famosa Regra para mosteiros, ele simplificou e sintetizou esta tradição e produziu uma visão da vida que tem inspirado Cristãos de todos os estilos de vida até os dias presentes.

“Ainda jovem, São Bento começou sua vida monástica como um heremita. Mais tarde ele tornou-se o Pai Espiritual de inúmeros mosteiros para os quais ele escreveu uma curta Regra que ele descreveu como uma “pequena regra para iniciantes”. São aproximadamente 9000 palavras e se referem em sua maior parte adetalhes práticos da vida em comunidade. Mas a forma como ela lida com estes detalhes lhe permite transcender seu tempo e cultura. Sua questão essencial para se entrar na comunidade é:

“O monge verdadeiramente busca a Deus?”

Os votos de estabilidade, obediência e conversão de vida são suplementados por disciplinas como atenção plena e auto-harmonia,com o objetivo de levar o monge à experiência do amor de Deus. A oração é o centro da vida diária e provê a base na qual os outros dois elementos, o trabalho e a lectio (leituras sagradas), são integrados. Oespírito da regra é o de moderação, tolerância, respeito, disciplina eliberdade de amor. A Regra não é um tratado teológico – São Bento recomenda Cassiano e os primeiros mestres monásticos para isto. Mas São Bento testemunha por uma vida espiritual diária e verdadeiramente encarnada que estas práticas têm uma relevância universal e além do tempo.

A Regra de São Bento é um documento altamente flexível que necessita ser interpretado e tem recebido interpretações muito diversas através da história. Da mesma forma, a vida de um oblato não é ligada a um conjunto de regras e regulamentos. A Regra é ampla, é um modo de ver o reto no que está torto. Não é do espírito Beneditino ter um livro de regras rígidas…”

Do Livro “Oblatos Monásticos”, tradução de Carlos Siqueira.

Abaixo, capítulos da Regra de São Bento

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