A Raposa e o Lenhador

A Raposa e o Lenhador
Conto Budista

Um lenhador encontrou um filhotinho de raposa abandonado e doente, e resolveu levá-lo para casa. Durante dias cuidou de suas feridas e acabou por adotá-lo como animal de estimação. A raposinha era dócil e brincalhona e ficava dentro de casa, brincando com o pequeno filho do lenhador enquanto ele saía para trabalhar na floresta.

Com o tempo, seus amigos lenhadores o alertavam:

– “Cuidado, esse bicho é traiçoeiro, cedo ou tarde, você vai se arrepender de ter ficando amigo desse tipo de animal”. O lenhador ficou afeiçoado à raposinha e por isso, aparentava não dar atenção a estes comentários.

Depois de vários meses, o camponês retornava para casa, faminto e apressado, após um dia de cansativo trabalho. A caminhada foi longa, e quando se aproximou de casa, um amigo que havia saído à sua frente veio correndo ao seu encontro, dizendo que a raposa havia atacado seu filho, pois ela estava com a boca ensanguentada.

Aterrorizado, lembrou-se de seu indefeso menino e instantaneamente veio à sua mente o rosto de seus amigos e o alerta de que estava convivendo com um bicho perigoso. “Meus amigos desejavam me proteger desse animal traiçoeiro e eles tinham razão, o animal não era de confiança”, concluiu. Já tomado pela fúria, o lenhador encontrou a raposinha no portão de casa, pois desde filhote, o animal se acostumou a recebê-lo por lá, e sem pensar duas vezes, com o machado nas mãos, desferiu um golpe fatal contra a cabeça do bichinho.

Correndo feito louco, foi até o quarto onde estava a criança, mas ela sorria inocentemente brincando com seu chocalho e ao lado do berço, jazia uma cobra, ensanguentada, abatida a mordidas. Com os olhos cheios de lágrimas, o homem correu para acudir a raposinha, mas ela também já estava morta…

Para reflexão: não se deve acreditar prontamente em tudo que se ouve, mesmo quando for dito pela boca de amigos. Os amigos não são infalíveis, e em algumas situações são preconceituosos. Adote a observação silenciosa! Cogite que ao enxergar o mal onde ele não existe é sinal que ele já passou a existir dentro de você

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