Retornar sempre de novo a humildade

As vezes , quando desenvolvemos certo orgulho, podemos desenvolver também certa confusão e deslocamento quando no meio daqueles que acabamos vergonhosamente achando indignos de paz, amor e Graça. Isso nos ensina que nós mesmo perdemos o contato com o que é essa experiência de paz e amor que emana do Reino. Talvez devessemos lembrar das palavras de Jesus: “Certo homem tinha dois filhos. Dirigiu-se ao mais velho e disse-lhe: “Filho, vai hoje trabalhar para a vinha”. O filho respondeu: “Não quero”. Mas depois arrependeu-se, e foi. O pai dirigiu-se ao outro filho e disse a mesma coisa. Ele respondeu: “Sim, senhor, eu vou”. Mas não foi. Qual dos dois fez a vontade do pai?» Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: «O filho mais velho». Então Jesus disse-lhes: «Pois Eu garanto-vos: os cobradores de impostos e as prostitutas vão entrar antes de vós no Reino do Céu.” (Mt 21, 28-31)

São Paulo nos afirma algo muito importante quando diz: “Deus é o Salvador de todos, principalmente dos que têm fé.”(c.f. 1 Tm 4,10)
 
Deus é mistério e mesmo aqueles que não tem fé participam de alguma forma de seu plano de amor e estão também sobre os Seus olhos. Isso mostra com que silêncio devemos nos colocar diante do outro, das outras culturas, povos e religiões, dos ateus, agnósticos e de qualquer criatura criada, pois não sabemos nada do plano de salvação de Deus a não ser o que se manifesta através do amor, uma amor ensinado por Cristo. E a fé nesse amor é a única justificação para a vida e para a experiência do Reino, como lemos em São Paulo aos Gálatas: “Sabendo, porém, que não se é justificado por observar a Lei † de Moisés, mas por crer em Jesus Cristo, nós também abraçamos a fé em Jesus Cristo. Assim fomos justificados pela fé em Cristo, e não pela prática da Lei, porque pela prática da Lei ninguém será justificado.” (Gl 2,16) … “Assim, pois, justificados pela fé, estamos em paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo.” (Rm 5,1)
 
E quem pode medir a fé de qualquer um que não a própria? E medindo a própria fé, em vista dos próprios pecados, se é que os encontra, como sentir-se habilitado para medir a fé e a justificação daquele que só conhecemos pelos erros exteriores? Como diz D. Laurence Freeman (O.S.B) , aquilo que advém ao pecado não é a punição, mas a Graça. Experimentamos punição quando colocamos condições para o amor em nós, tais como ser reconhecido, ser compreendido, ser aceito… Tudo isso é importante mas talvez por intuímos que não é fundamento do verdadeiro amor, a mensagem de Cristo perdure “pelos séculos sem fim”. Mas para isso é preciso um compromisso com o esse amor.Existe uma bela e grande resposta paulina a essas perguntas que nos levam direto para nosso centro e não para o juízo de quem quer que seja e que derruba qualquer orgulho nos recolocando a caminho da humildade:
 
“Pela graça que me foi dada, recomendo a cada um de vós: ninguém faça de si uma idéia muito elevada, mas tenha de si uma justa estima, de acordo com o bom senso e conforme a medida da fé que Deus deu a cada um. (Rm 12,3)

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