Hábitos Zen

Em muitos aspectos os hábitos monásticos de diferentes religiões coincidem. A valorização da atenção e da suficiência em detrimento da distração e da quantidade de atividades diferentes, a ordenação das atividades e da vida em geral, a disponibilidade voltada para a necessidade e não para a própria vontade, a simplicidade e pobreza de modo e de vida que nos permite renunciar a nós mesmos em favor da força que move nossa vida…

“Aquilo que entregamos, aquilo para o qual morremos é, dentro da filosofia Zen, não propriamente o eu ou a mente, mas sim aquela imagem do eu ou da mente que, por engano, passamos a identificar com o que somos realmente. Ora, isso não se trata de uma tese que precisemos desenvolver com inteligência imaginativa, para utilizarmos a linguagem da “Nuvem do Não Saber”. Todavia, certamente indica que aquilo a que renunciamos na prece é, essencialmente, o que é irreal. As dores da renúncia serão proporcionais ao tamanho de nosso compromisso com a irrealidade, à medida com que adotamos nossas ilusões como sendo reais. Na prece nos despimos das ilusões do ego que nos isola. ” – John Main

– Leitura do trecho inteiro na página Renúncia 

Carl Jung disse certa vez “A arte de deixar que as coisas sejam o que são, a ação através de uma não-ação, sair de si mesmo, como ensinado pelo Mestre Eckhart, se tornou para mim a chave que abre a porta para o caminho. Devemos ser capazes de deixar as coisas acontecerem na psique.”, em outras palavras, renunciar mesmo o controle da psique.

Alguns hábitos do monasticismo que buscam proporcionar a atmosfera de entrega e renúncia, na filosofia Zen, nos diz que se faça uma coisa de cada vez, faça lentamente e deliberadamente, faça completamente, faça menos, coloque espaço entre as coisas, desenvolva formas rituais, designe tempo de cada coisa, dedique tempo para se sentar, sorria e sirva aos outros, faça da faxina e da cozinha uma meditação, pense no que é necessário e viva de forma simples.

Um comentário sobre “Hábitos Zen

  1. Muito simples!

    Viver assim realmente é bom
    Dá para sentir o bem que a vida é ,e o bom que a vida tem.

    Vou ler isto mais vezes para me impregnar desta idéia que para mim é uma verdade,porque meu espírito suspira por paz.

    Obrigada por divulgar temas que podem nos trazer mais equilíbrio e com isso mais saúde.

    Cristina

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