Simbolismo: Quando o símbolo vira sinal

A perda da capacidade para o símbolo é, por exemplo, um sinal claro da perda de vitalidade espiritual e criativa do homem em relação ao invisível. Quando o símbolo vira sinal, a objetividade informativa à qual é reduzido permite a massificação de uma funcionalidade distorcida que, adaptando o símbolo a um pragmatismo absurdo, força sobre a verdade uma utilidade e sentido prático. Assim ele pode ser identificado por todos. Para que não haja “discriminação” no suposto “uso” místico do símbolo, numa sociedade que usa a indignação moral como forma de disfarçar seu ódio (cf. texto), o símbolo precisa ser transformado em algo tão elementar como uma placa de trânsito. Ao alcance de todos pela negação do que não pode ser por todos alcançado – imediatamente.

Fragmento abaixo extraídos do livro de Thomas Merton, AMOR E VIDA. Especificamente do capítulo “Simbolismo: Comunicação ou Comunhão”.

O carimbo de identificação é realmente uma diminuição ou perda de identidade, uma submersão da identidade na classe generalizada. Os pseudo-símbolos do movimento de massa tornam-se sinais de pseudo-mística na qual o homem massificado perde o seu eu individual no vazio, realmente demoníaco, do pseudo-eu geral da sociedade de massa.”

Continua no post adicionado na seção do autor: SIMBOLISMO: QUANDO O SÍMBOLO VIRA SINAL

THOMAS MERTONAmor e Vida


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