Esperança não se vê

Página nova em “NA LIBERDADE DA SOLIDÃO” : Procura Contínua
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Não existe esperança onde não há silêncio, onde nos movimentamos sempre mais rápido à fim de garantir e controlar tudo o que acreditamos ter sido feito para nós, a começar pela estreita e ácida idéia de sucesso. Em muitos casos as pessoas estão buscando coisas das quais, tendo visto objetivamente, apesar de nunca terem experimentando ou possuído, já atribuíram juízos de valor e projetaram suas subjetividades. Apenas podem imaginar como se daria uma tal experiência com base em imagens que não podem jamais antecipar a vivência pessoal de uma vontade, ou de um objeto, criado fora da necessidade. Ao menos se fossem criado pela própria criatividade…

É fácil esquecer que já se experimentou felicidade e alegria em algum momento da vida onde as mesmas coisas não estavam presente, e essa cegueira dificilmente permitirá satisfação e gratidão na, e pela, vida. Natural que se busque ir além, afinal se está vivo, afinal somos criativos, entretanto ir além geralmente passa longe de buscar mais ou ter algo novo, uma necessidade nova em meio às tantas desconhecidas em nosso íntimo, mais um item entre os tantos que se acumulam no canto de nossas casas ou de nossas mentes. Isso mostra apenas que o apoio da auto renovação e expansão, da criatividade e do dom da vida, vem sendo determinado por demanda do mundo. O mundo nos constrói e inverte a ordem natural de ser construído por nós.

A experiência que no fim se consegue é a frustração de não ter alcançado o que se pretendia e descobrir que em tudo que acumulou ou adquiriu haviam apenas a projeção de algo invisível em nós. Símbolos extraviados que não representavam de fato nada que não estivesse expresso em suas próprias constituições moleculares:  apenas sinais concretos de que há algo a ser buscado, e a certeza de ter buscado no lugar errado.

A realidade do mundo tende a uniformidade, muitas vezes na própria proteção da diversidade, pelas vozes exageradas dos defensores de uma causa que no fundo exercitam a força necessária para uma destruição. O espírito tende a unidade e é a realidade do ser. Buscando o invisível através da nossa vontade, ou da uniformidade, chegar-se-há sempre ao império da matéria, que passam a alimentar o ruído interior que destrói qualquer silêncio auspicioso pois, perseguimos o que vemos, e então não há mais qualquer esperança:

“Porque pela esperança é que fomos salvos. Ora, ver o objeto da esperança já não é esperança; porque o que alguém vê, como é que ainda o espera?” (ROMANOS 8,24)

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