Nada do que temos é realmente nosso…

Nada do que temos é realmente nosso¹ e essa certeza é fonte de uma alegria perene. Aquilo que consigo com minhas mãos, pertence a todos. Aquilo que sou, e que me leva a conseguir, pertence ao Pai. O quê consigo por minhas forças, e posso ver retido sob o meu domínio, consigo ao retirar do domínio do Outro. É apenas uma transição de domínios e que brevemente deixará de estar sob as minhas mãos para retornar ao Outro. O quê me torno por forças do Pai, e posso ver manifesto e há se manifestar na forma que me relaciono com o Outro, me torno para realizar a parte que me cabe nesse movimento de transição.

Essa alegria perene nasce da leveza de não sermos nós a fonte de nossas forças – na medida em que assumimos essa responsabilidade, geralmente sem querer, convencidos por vícios de vaidade e orgulho, começamos a nos esgotar e a duvidar. Aquilo que me enche não sou eu quem derrama, então posso transbordar, sempre sendo renovado; Caso contrário haveria de ter dois trabalhos impossíveis de se realizar: derramar e reter a mim mesmo.

Dois trabalhos dos quais o Pai nos livra por ser, em Sua mão, um peso que subiria no prato da balança.

1 – At 4,32

Um comentário sobre “Nada do que temos é realmente nosso…

  1. Ricardo senti-me bem ao ler esta frase:Essa alegria perene nasce da leveza de não sermos nós a fonte de nossas forças.
    E muito bom descansar o espírito lembrando que temos uma fonte inesgotável e ela vem de nosso Pai.
    Leveza,leveza…,preciso de mais leveza em mim .Obrigada.

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