Deus está mais próximo de nós que nós de nós mesmos.

Deus está mais próximo de nós do que nós de nós mesmos. E como estamos sempre tão distantes de uma percepção de nossa integralidade, de nossa unidade, aceitamos um entendimento de transcendência que nos leva, não do corpo à consciência e da consciência à unidade, mas do corpo ao ego e do ego ao instinto. Dessa forma, o máximo que contemplamos de nossa essência é uma transcendência meramente psicológica. Nem mesmo é contemplação em verdade mas representação da realidade. Não é uma intuição da unidade, mas uma leitura relativista da diversidade.  Um espelho colocado no meio do caminho, refletindo, e repelindo de volta, a luz de nossa busca. Impedindo que vejamos a fonte comum de onde emana a luz que, como através de um prisma, se multiplica realizando toda criação.

Dentro dos limites psicológicos, essa busca pode facilmente cair numa obsessão que tenta reter essa transcendência, autolimitada por toda substância que reside na psique. Deus não pode ser alcançado quando se pretende retê-lo, para Tê-Lo disponível pelo nosso querer como se, estando Ele disponível, não O estivesse por Sua vontade.

Mas retêr é um instinto natural do homem que busca compensar suas inseguranças , medos e anseios na posse daquilo que imagina ser potencialmente uma solução para esses sentimentos. Quando Deus é considerado segundo essa postura “econômica”, o que é experimentado será sempre a ausência de Deus – da mesma forma que jamais se poderá experimentar um rio, guardando-o num cantil. A medida que o carregarmos, distânciando do leito, na certeza de tê-lo disponível para a satisfação da vontade, mais nos afastamos da experiência e dos efeitos que ela nos tenha causado. Segundo essa forma, precisariamos discursar, em palavras verbais ou imagens mentais, relembrando ou especulando, como foi ou seria a experiência de entrar naquele rio que, tendo uma parte retida no cantil, agora testemunha, de forma estéril, contra a verdade da experiência passada.

Por culpa dessa transcendência localizada na psicologia e praticada para substituir a falta de uma identidade em Deus por uma identidade no ego, nos colocamos tão longe da experiência em si, tão longe dos verdadeiros limites que velam a transcendência não localizada, que não podemos nem perceber que essa transcendência, que nos leva a uma presença que pode ser presentida, se realiza a partir de nossas misérias, de nossas mais evidentes e elementares incapacidade, ocultas pelo patético orgulho que nos pretende tornar improváveis, assim como vestido de etiquetas chegamos a nos convencer não termos intestinos; nos tornar visíveis mesmo de fora do sistema solar quando por mais grandiosos que nos pensemos, por mais obtuso que seja nosso orgulho, nem da lua é possível ver todo o aglomerado humano em expansão. Só quando descemos a realidade concreta de nossas mesquinharias, transbordante de insuficiencia e sólidos motivos de vergonha,  poderemos, dai, da terra, da lama, reconciliar todas as ambições do ego com sua real condição humana – começando a ver luzir um caminho a altura de nossas ações, então mais suficiente, e não de nossas presunções, sempre grandiloquentes, mas deficientes.

Nessa realidade miserável que está ao alcance de nosso próprio corpo, encontramos, pelo orgulho, a disfunção dela em relação ao corpo, mas encontramos, pela humildade, a função do corpo em relação a  sua realidade. Decidir, ainda que num grande esforço, conhecer a realidade segundo  um interior humilde, pode exigir grandes frustrações e sentimentos de fracasso que o ego produzirá para proteger-se dessa transformação. Mas quando determinado, a experiência cada vez mais livre em relação as limitações da realidade, se concentra nas reais capacidade de ação dentro desses limites que a realidade impõe, permitindo entender a humildade não como uma negação de si mesmo, mas como uma libertação de si mesmo. Não uma destruição do ego, mas como sua submissão a sua decisão de ser livre. Esse combate é o combate que cabe a quem busca a experiência e não a reticencia, e sua vitória é uma integração do espírito e da mente, pelo corpo, agindo segundo um ressignificado da necessidade que não nos tira a capacidade de experimentar um alegria, felicidade e paz em qualque cirscustância, independente do resultado – conquista da liberdade. Nesse momento, perceber que Deus está mais próximo de nós que nós de nós mesmo, é uma questão de silenciar e esperar.

E na espera do silêncio, encontrar todas as verdades que o ego, por depender de nós, falsifica com eficiência e ciume, nos mantendo casado com seus diversos eus, sempre incompletos, sempre falsos, sempre sozinhos.  Mas aquela Verdade que não nos cria obstáculos por não depender de nós – como nós dependemos dela – e que superado o ego, se revela tão presente que nos tornamos naturalmente gratos por nunca termos estado só.

2 comentários sobre “Deus está mais próximo de nós que nós de nós mesmos.

  1. Jesus se faz presente no meu em EU, guando saio vendendo bala , coisinhas de um real . supro asigencia da falta de humildade com a humildade . Jesus em , eu. Ele transforma o meu orgulho em ele , então eu me faço a maravilha de comuncar LITERALMENTE O SANTO QUE ~ELE ME PERMITE COM UMA PSEUDA FLAGELAÇÃO . A flagelação de fazer do desprazer o prazer , ter aquilo que não teria ao me fazer Cristo , vendedor ambulante , um simples e grande ser que é o simples . Simples e bom e da resultado e ser humilde guerreiro , e vencer a si própio . Obrigado Jesus que mora em ËU¨.

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