Feliz Natal

No dia 25 de Dezembro de 1914, durante a Primeira Guerra Mundial, soldados alemães e ingleses em confronto, estavam separados por pequeno charco. Envoltos em lama e sangue, pensando em cada movimento, aguardando uma grito, ou tiro, romper o gelado silêncio do inverno europeu. Nada deve pertubar tanto o espírito quanto implorar paz à Deus no Natal e em seguida matar tantos quanto durasse sua vida. Nesse terrível cenário, para além da trincheira alemã, começou a tocar Silent Night em alemão. Em seguida o mesmo ocorreu para além da tricheira inglesa. Naquela noite, aproximadamente 100 mil soldados fizeram uma trégua não oficial e caminharam juntos nos campos nevados, num exemplo de humanidade em meio a desumanidades, quase sempre, imposta.
Desejo a todos nós que, onde quer que estejamos, sozinhos ou acompanhados, independente do tamanho da mesa, com ou sem presentes, possamos, antes de mais nada, acreditar que a felicidade, a esperança e a paz são naturalmente humanas, já está em nós, e nada pode roubar a dignidade que encontramos quando desembrulhamos, todos os dias, os presentes que Deus nos dá e que ficam guardados dentro Dele. Que nos aproximemos Dele antes de nos aproximar da mesa e da árvore de Natal. Pois só depois que recebermos, de coração aberto, Seus presentes, é que poderemos dar presentes de verdade, pois seremos capazes de vivenciar, até mesmo numa trincheira, um local de esperança. Então, esperemos. Sempre.
Como diz o jargão: “Quem espera sempre alcança”

Que seja uma noite e um dia simples. Bem simples. Aceitando com amor tudo o que está a nossa volta, pois nem Deus fez questão quando se manifestou ao mundo, trazendo a um lugar indigno, pobre e sujo, toda dignidade, riqueza e pureza a guiar nosso espírito para além dos grilhões ao qual o homem permite-se acorrentar.
Paz, esperança e alegria.
Feliz Natal.

NT: A trégua histórica ocorreu na costa da Bélgica, a norte, e a fronteira da Suíça, a sul. A distância entre as tropas era de menos de 30 metros, em trincheiras cavada as pressas. O relato consta na carta escrita por diversos soldados e citadas no livro de John McCutcheon r Henri Sørensen – Natal nas trincheiras.

Ricardo d’ Arêde e familia

2 comentários sobre “Feliz Natal

  1. Relato impressionate, realmente comovente, uma belissima cena cliche de filme se nao fosse veridico o que torna questionavel o clichê, que importa se ja filmaram igual? impressiona pela humanidade e sempre vai impressionar, poque nos esquecemos muito facilmente do que somos capazes e nos impressionamos sempre que nos vemos capazes mesmo que na ação de outrens.

    fica um slogan de refrigerante…
    agente muda o mundo muda

    Paciencia para encontar-se em paz Amor para não falar forças para seguir

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